De vinhos com Raquel Miragaia

A Autora

Enquanto o Lapis do Taberneiro aguarda polo quinto número da colecçom, fomo-nos de vinhos com a Raquel Miragaia, autora d´O Décimo Terceiro Mês, terceira entrega tabernaria de Ediçons do Trece e Edizer SCP. Logo de apanhar os caminhos de ferro da literatura em Diario Comboio, uma exploraçom das ambigüidades da vida na aldea, e adentrar-se nas solidons da cidade com o libro de relatos En Tránsito, a autora de Tardade fala-nos da súa experiencia narrativa nos frios e calores dumha taberna.

O amor, argumento motor da tua incursom no género tabernário, parece bater-se em retirada por todo o planeta. É a taberna o último refugio das grandes emoçons ou pola contra há outros espaços liberados com menos álcool e menos fumo?

A taberna nom é o único mas é um muito bom. Mas nom vale qualquer taberna, tem que ser a que tem vontade de sê-lo, com taberneiros que oficiam a sua profissom e fam do local algo quase familiar. Enfim, a verdade é que acredito que ainda ficam muitos lugares que podem ser refúgio das emoçons, essas que tam má fama tenhem ultimamente. Se nom houver, teríamos que criá-los,  nom?

Es a primeira escritora do LdT abertamente reintegrata. Achas que o reintegracionismo deve invadir a taberna e achegar-se de clientelas dispares?

O reintegracionismo já está na taberna e entre clientelas muito díspares. Cada vez mais. Eu o que acho é que vai chegar um momento em que o reintegracionismo nom vai ser tema de nenhuma entrevista. E eu deixarei de ser a primeira/única escritora reintegrata nas colecçons literárias.

Do Diário Comboio ao Décimo Terceiro Mês, que é o que a Raquel Miragaia já tem andado no grémio difuso da literatura galega?

Buf, andado andado, nom sei se muito. Nunca sei se estou dando algum passo no grémio da literatura galega, e em caso de dá-lo, se vai cara algum lugar preciso. Eu sei que na literatura, desde Diário comboio até O décimo terceiro mês, vou afiançando as minhas inseguranças. Cada vez mais consciente de que ainda som muito pequeninha neste mundo e gostava de ir medrando nele aos poucos, com ritmo lento que é como gosto eu de fazer as cousas, as que podo.

“Agora mostro-che as feridas como se isto fosse umha guerra e tu o único rival com capacidade para transforma-las em caminho” afirma a narradora do Décimo Terceiro Mês. Há no amor umha outra épica possível num mundo sem heróis?

Definitivamente sim. Acredito, e cada vez mais, na épica do quotidiano, das pequenas grandes cousas, das nom normalidades. Depois dos grandes empachos de histórias de amor inesquecíveis, com heróis e heroínas que arriscam vidas e som capaces de grandes façanhas, reivindico as histórias de amor de cada dia. Reivindico também a variedade, o amor sem adjectivos, o que gera dúvidas e ajuda a andar. Enfim, o amor assim em grande, universal, que afinal é esse o que se mostra nos detalhes mínimos.

Que se sente fazendo parte dumha colecçom como esta?

Muita felicidade.  Desde que conheci a colecçom queria fazer parte dela. Gosto da ideia de que o livro se lê entre vinhos e, a poder ser, co sorriso na boca.

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